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Marxismo na Historiografia Brasileira Contemporânea


          O presente estudo foi realizado visando inicialmente a servir de tese de livre-docência pela Universidade Federal de Sergipe, em 1975, quando a legislação excepcionalmente permitia tal procedimento.

          Como professor de Teoria da Historia e de Introdução aos Estudos Históricos, não me cabia analisar a perspectiva progmática e política da situação criada pela ditadura militar então vigente, mas examinar, do de vista fundamental e teórico, a possibilidade histórica das mudanças desejadas ou da manutenção do sistema político-social vigente.

          Ora, no plano teórico, simultâneo histórico-sociológico e fenomenológico, isso teria de ser estudado, mas despojando de paixão política ou sectária. Por isso, não me propuz refutar argumentativamente o marxismo, mas, partindo do método dialético-existencial dele, verificar se suas análises eram suficientes ou se haveria possibilidade de superá-lo como método, sem abandoná-lo pura e simplesmente, para deixar abertas novos e possíveis caminhos a todos os que se voltaram e se voltam à problemática da mudança sociopolítica de agudo interesse para o que vivemos agora nesta fase de eliminação do poder soviético, embora sociedades inspiradas no marxismo subsistam na China, no Vietnam e Alhures, assim como o imperialismo capitalista cobre com suas asas a maior parte da orbe terrestre.

          O livro parte da compreensão que tiveram quatro cientistas sociais brasileiros sobre o problema, aproximadamente na segunda metade deste século a findar-se. Essa visão foi marcada basicamente, embora também diversamente, pela perspectiva marxista. Diga-se de passagem que sua contribuição afetou as diretrizes até então seguidas pela historiografia nacional, mas voltadas para o ingresso do Brasil no circuito do imperialismo capitalista mundial e a atmosfera conflitual dessa segunda metade de século.

          O livro termina, em plano mais teórico, pela crítica dos fundamentos da concepção histórica do marxismo, crítica já iniciada sobre as bases da concepção marxista pelos historiadores cujo o pensamento constitui o corpo da exposição desta obras, ou seja, Nelson Werneck Sodré, Caio Prado Júnior, Darcy Ribeiro e Florestan Fernandes, que iluminaram a cena mental brasileira com suas iniciativas de ajudar-nos a interrogar a esfinge de nosso passado longínquo e recente, sobre o processo de elaboração do futuro de nossa pátria.

          José Silvério Leite Fontes

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