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Aspectos Geo-Históricos do Nordeste

20/09/1975

          Convidados que fomos pela diretoria da ANPUH para pronunciar uma conferência neste ciclo sobre o Nordeste, ora apresentado no VIII Simpósio Nacional dos Professores Universitários de História, escolhemos o tema ASPECTOS GEO-HISTÓRICOS DO NORDESTE por tratar-se de assunto que nos permitirá discutir a possibilidade de considerar-se o Nordeste como individualidade histórica. O Nordeste do Brasil é assinalado como uma das regiões em que se divide o país. O conceito de Região é originário da Geografia. Por isso, devemos fazer inicialmente breve excurso em torno do esclarecimento dele, para, em seguida, examinar da possibilidade de utilizá-lo para a História e, finalmente, se será válido escrever-se uma História do NORDESTE BRASILEIRO.

          Os historiadores tem usualmente utilizado tipos geográficos como fundamento de suas dissertações e freqüentemente tipos geo-políticos: continentes, bacias fluviais, países, províncias, cidades, etc. Encontramos muitas Histórias da América ou de Europa. O Nilo, o São Francisco, o Reno, e outros rios têm sido estudados em obres simultaneamente de Geografia e História, algumas delas famosas. Quanto as figuras geo-políticas são de uso comum. Do mesmo modo, o conceito geográfico de Região, se justificado, poderá servir de base a acontecimentos históricos relativamente unificados.

          Não sendo geógrafo, desconhecemos a pretensão de resolver o assunto nesse plano. Entretanto, como estudioso de História, cabe-nos analisá-lo enquanto possa trazer resultados para nossa disciplina.

          A preocupação de dividir o espaço geográfico não é recente. Corresponde a uma salutar tendência da mente científica, porque dividir um todo em classes atende a exigência do espírito analítico para melhor conhecimento de estrutura desse todo. Corresponde, em História, ao processo de periodização. Mas , tempo e espaço são totalidades contínuas e as divisões operadas pela mente têm sempre algo de artifício, pois, se cada classe possui seu núcleo característico, a transição para outras classes é gradual, havendo entrelaçamento dos caracteres das classes vizinhas. Só a mente recorta com nitidez e precisão. Somente ela separa. Daí a primeira dificuldade em descrever uma região geográfica ou um período histórico. Por isso, muitos geógrafos separam as regiões por faixas e não por linhas limítrofes, assim como muitos historiadores separam os períodos por faixas cronológicas e não por datas. Mera ilusão! - observa acertadamente Fábio de Macedo Soaras Guimarães - pois as faixas supõem traçados definidos para as mesmas, o que implica cair na mesma dificuldade.

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